Sicko – documentário

Sicko – documentário


"Isso vai doer um pouco"

Duração – 00:59:37 (hh:mm:ss)
Tamanho – 696 Mb
Linguagem – Inglês
Tipo de arquivo – avi/video
SICKO é o novo documentário de Michael Moore. Inicialmente anunciado como um documentário sobre a indústria farmacêutica, várias empresas desta área prontamente tomaram medidas para evitar o acesso de Michael Moore a quaisquer informações comprometedoras e aconselharam os seus funcionários a não dialogar com o cineasta.
Irreverente e incisivo como habitualmente, Moore surpreendeu de novo, produzindo um documentário sobre o lucrativo sistema de saúde norte-americano. Mostrando sem qualquer censura as conseqüências da inexistência de cuidados de saúde gratuitos nos E.U.A. o documentário é uma crítica afiada aos interesses corporativos e estatais camuflados sob este problema.
Normalmente avesso à sutileza e à idoneidade, em SICKO, Michael Moore utiliza mais uma vez seu cáustico humor negro para mexer com a restrita mentalidade mercadológica americana.

 
Para baixar o arquivo escolha uma das opções abaixo.


ed2k://|file|Michael%20Moore%20Sicko%20[DVDSCR][XviD][CANALSTREET].avi|729573498|4490CFECFF8EE124D3C6E84EAE890FC6|/
 

ANEXO

O arquivo ‘Sicko.DVDSCR.XviD-CANALSTREET.srt.txt’ corresponde à legenda. Para torná-lo funcional, basta colocá-lo junto ao arquivo do filme com o mesmo nome.

Caso chegue ao Brasil, assistam ao mais novo documentário de Michael Moore (Tiros em Columbine, Fahrenheit 9/11), Sicko. É um assunto que, a primeira vista, não nos interessa muito (o serviço de saúde dos EUA), mas não esqueçam de que nós, índios brasileiros, nos espelhamos no que dos EUA têm de pior, e o modelo de saúde segue quase à risca o que os EUA adotam desde os anos 70, ou seja, diminuir os investimentos em saúde ao ponto de causar um colapso no sistema público, obrigando as pessoas a dependerem de um plano particular.
O filme tem momentos fantásticos, do tipo "eu só não vou dizer com todas as palavras porque iriam me processar, mas se você não for um completo idiota, vai entender", especialmente na parte da corrupção dos congressistas norte-americanos (vejam só, nós também importamos isso… ou será que ensinamos?). Tem um final realmente emocionante, com a ida dos heróis do 11 de setembro (rejeitados pelos planos de saúde e sem dinheiro pra hospital) a Cuba (isso mesmo!) pra obter um tratamento DIGNO, e uma singela homenagem dos cubanos.
Mas a parte que mais abre os olhos é quando Moore visita outros países ditos "civilizados", como Canadá, França e Grã-Bretanha, onde o serviço de saúde é gratuito, universal, e, o mais importante: de QUALIDADE. A entrevista com Tony Benn, antigo deputado britânico, é uma aula de cidadania:
Quando surgiu esta idéia de que qualquer cidadão britânico deveria ter direito a cuidados de saúde?
Se voltarmos atrás, tudo começou com a democracia. Antes de podermos votar, todo o poder estava nas mãos dos ricos. Se tivesse dinheiro, podia ter cuidados de saúde, educação, prevenir-se para a velhice… E o que a democracia fez foi dar o voto aos pobres, e passou o poder do mercado para a cabine de voto, da carteira, para o voto.
E o que as pessoas disseram foi muito simples, elas disseram: "Na década de 1930, tivemos desemprego em massa, mas não houve desemprego durante a guerra. Se se pode ter emprego pleno por matar Alemães, por que não se pode ter emprego pleno para construir hospitais, para construir escolas, contratando enfermeiras, contratando professores?" Se conseguimos arranjar dinheiro para matar pessoas, conseguimos arranjar dinheiro para ajudar as pessoas.
Este panfleto foi lançado em 1948 de uma forma muito direta:
"O seu novo Serviço Nacional de Saúde começa a 5 de Julho. Ele irá fornecer-lhe todos os cuidados médicos, dentários e de enfermagem. Qualquer pessoa, rica ou pobre, homem, mulher ou criança pode utilizá-lo, qualquer parte dele. Não tem custos, exceto para alguns casos especiais, não há obrigações de seguro, mas não é uma caridade. Estão pagando quando são contribuintes, e irá aliviar as suas preocupações financeiras em tempos de doença."
De alguma forma, estas poucas palavras resumem tudo.
Acho que a democracia é a coisa mais revolucionária do mundo. Mais revolucionária do que idéias socialistas ou de qualquer outra pessoa. Se tiver poder, ele é usado para prover as suas necessidades e as da sua comunidade. E esta idéia de escolha, de que o capital fala constantemente, "tem que ter uma escolha", a escolha depende da liberdade de escolher. Se você estiver coberto de dívidas, não tem liberdade de escolha. Parece que o sistema se beneficia se o trabalhador comum estiver coberto de dívidas. As pessoas em dívida perdem a esperança, e pessoas sem esperança não votam. Dizem que todas as pessoas devem votar, mas acho que se os pobres, se eles votassem em pessoas que representassem os seus interesses, seria uma verdadeira revolução democrática. E não querem que isso aconteça, por isso mantêm as pessoas oprimidas e pessimistas.
Penso que há duas formas nas quais as pessoas são controladas: em primeiro lugar, assustar as pessoas, e em segundo, desmoralizá-las. Uma nação educada, saudável e confiante é mais difícil de governar. E acho que há um elemento no pensamento de algumas pessoas, "não queremos que as pessoas sejam educadas, saudáveis e confiantes, porque ficariam fora de controle." 1% da população mundial detém 80% da riqueza. É incrível que as pessoas tolerem isso, mas elas são pobres, estão desmoralizadas, estão assustadas. E então, pensam que o mais seguro é seguir ordens e esperar o melhor. E esperar pelo melhor é o que fazemos desde o momento em que nascemos.

:
Sicko (2007)

Fecha a cortina,
amor,
Fran


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